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sábado, 12 de maio de 2012
O melhor amigo de uma mãe moderna...
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Um conceito sobre evolução pessoal
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sábado, 31 de março de 2012
Analfabetismo funcional - você sabe o que é?
“No analfabetismo funcional o indivíduo já sabe escrever, falar, mas não sabe utilizar em benefício próprio esse domínio que ele tem da linguagem, da fala e da escrita”.Conforme dados estatísticos apresentados recentemente, a questão do analfabetismo funcional tem sido alarmante e requer medidas urgentes relativas à sua superação.
Enquanto o analfabetismo absoluto vem diminuindo com o aumento da oferta de escolas de ensino básico, o analfabetismo funcional só cresce no Brasil e tem chegado de maneira nada tímida aos bancos das universidades. É uma realidade que tem gerado sérios questionamentos quanto à qualidade da nova geração de profissionais que chega ao mercado, devido às defasagens no aprendizado que provavelmente tiveram início nos primeiros anos do ensino fundamental e que, não superadas, acompanham o indivíduo ao longo de sua trajetória.
Uma sociedade com esse tipo de defasagem acarreta inúmeras consequências negativas, o que não é bom para ninguém. O analfabetismo funcional está diretamente relacionado à insegurança e à falta de autonomia nos âmbitos social e profissional, pois a qualidade das ações fica comprometida pela dificuldade em saber fazer, analisar e relacionar o que é preciso com o que deve ser realizado, na prática.
O analfabetismo funcional é um problema de difícil solução, mas com muitas possibilidades de sucesso na busca pela superação. O reconhecimento, por parte do indivíduo, de que ele precisa de ajuda, é fundamental. Vale reforçar que, tão logo o problema seja detectado, as medidas para superação da defasagem devem ser imediatas, independente da idade ou condição social do indivíduo.
A dedicação e a criação dos hábitos de leitura e escrita são imprescindíveis para o sucesso. Dessa forma, acredita-se no avanço da sociedade brasileira através de cidadãos cultos, capazes de interferir de forma positiva na sociedade à qual estão inseridos, ampliando sua “visão de mundo” e exercendo sua cidadania. Como deveria ser.
TEXTO ELABORADO EXCLUSIVAMENTE PARA UMA APOI - CESUMAR - MARÇO/2012
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terça-feira, 13 de março de 2012
Opinião - Tablets nas escolas?
A utilização cada vez mais crescente de novas tecnologias tem ocasionado equívocos quando o assunto é “educação”. O tablet, por exemplo, é uma tecnologia muito interessante, mas não creio que ele possa vir a contribuir com a qualidade da educação brasileira – pelo menos na atualidade.Vamos imaginar, neste momento, turmas de ensino fundamental utilizando este dispositivo ao invés dos materiais tradicionalmente utilizados nas escolas: para as crianças, toda novidade gera curiosidade. Imagine agora essas crianças com um tablet nas mãos, em plena sala de aula. Os recursos todos ali, disponíveis, além das tentadoras redes sociais, vídeos, jogos... Provavelmente a preocupação e interesse pela ferramenta será muito maior do que o interesse pelas aulas e conteúdos a serem trabalhados em sala.
Sim, existe um contrassenso, pelo menos quando pensamos na educação brasileira, levando-se em consideração a estrutura familiar da maioria dos alunos e os importantes objetivos que ainda nem foram alcançados ao longo dos tempos – quanto a isso, existe ainda um extenso caminho a ser percorrido!
Outro fator a ser analisado é que a implantação deste tipo de recurso nas escolas exigiria muito
mais do que a aquisição dos aparelhos. É necessário que se pense em logística, gastos com manutenção e reposição, treinamentos tanto para os docentes quando para os alunos e uma grande reforma no ensino.De outra forma, sem os devidos investimentos e sem a adequação necessária, em todos os níveis, o uso do tablet nas escolas será mera novidade e distração para os alunos, capaz até mesmo de prejudicá-los em relação ao aprendizado, à administração do tempo disponível e, para professores pouco familiarizados com as novas tecnologias, uma grande “dor de cabeça”.
(Texto produzido especialmente para uma APO do curso de Pedagogia do EAD CESUMAR)
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Outros carnavais...
Ele já passou dos quarenta anos, mas continua apaixonado pelo carnaval. Não é só pela música ou pela folia, mas também pela oportunidade de rever velhos amigos (nesta época do ano, quem foi morar nas cidades grandes aproveita para descansar um pouco aqui na terra dos crepúsculos). Nosso carnaval continua tranquilo, familiar e quase sem violência, tanto que nos últimos dois anos meus filhos adolescentes tem nos acompanhado madrugada afora, com muito mais alegria e disposição do que a gente.
Lembro-me do primeiro carnaval que passamos juntos, um mês depois de nos conhecermos. De lá para cá ele engordou, e em seus cabelos pretos aparecem fios prateados. Mas o perfume, e aquele jeito de me olhar como se fosse um garoto descobrindo o mundo, continuam iguais. Ele ainda é o homem mais interessante da festa. A gente não fica mais dançando o tempo todo. Ele sente dor nos joelhos, eu não sei dançar essas músicas de hoje, e sou tímida demais para me arriscar a "pagar mico" num lugar onde a média de idade é vinte anos a menos do que a gente. Minha cunhada que vem de São Paulo todo ano, e que aos quarenta e quatro anos tem uma energia de dar inveja a muitas garotas de quinze, reclama que a banda não toca quase nenhuma música dos velhos carnavais. Desde quando Michel Teló ou os Mamonas Assassinas tem alguma coisa a ver com a folia? Quando começam as músicas que estão na moda, meus filhos somem. Não me preocupo. Eles não vão beber, fumar ou nada desse tipo; tudo que querem é dançar, e encontrar alguém para beijar muuuuuuitooooo...
Aproveitamos a ausência das crianças para namorar um pouco. Depois de tanto tempo, ainda é bom demais ficar no meio da multidão, nos beijando, como se tivéssemos acabado de nos conhecer. Não tem jeito: continuo apaixonadíssima por ele...
No dia seguinte eu acordo tonta. Sinto dores no corpo todo. Vou lavar o rosto, que ainda tem resquícios de maquiagem, e vejo aquelas olheiras enormes. Me dá uma insegurança, olho para ele e digo:
- Estou ficando velha, não é?
Ele me abraça, aponta para o espelho, e vejo sua imagem refletida atrás da minha.
- Está vendo? Vamos ficar velhos juntos...
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Confissões de uma ex-magra...
Todo começo de ano é assim. Depois da comilança das festas, juro que vou fazer dieta. Vou ao supermercado e encho a geladeira de verduras, faço até uma programação de atividades físicas, compro um tênis de corrida, mando consertar a bicicleta. Mas em meio a tantas tarefas acabo ficando com preguiça, comendo os divinos pães de queijo da padaria próxima ao meu trabalho, ou aquela barra de chocolate para acabar com o stress. E vou empurrando com a barriga, que fica maior a cada ano que passa...
Para quem me conhece há menos de dez anos, juro que é verdade: eu pesava cinquenta e quatro kilos! Mas a vida boa, as distâncias que me obrigam a ir de carro para todo lugar, além da idade (como não poderia deixar de ser) me fizeram engordar mais dezoito, chegando aos setenta e dois. O manequim passou de 38 para 44. Que pouca-vergonha!
De acordo com os médicos, meu peso ainda está dentro do considerado normal para minha altura e para minha idade. Mas na prática, basta me olhar no espelho para saber: estou mesmo um pouco (ou muito, depende do ponto de vista) acima do peso.
Acho que isso acontece com quase todo o mundo. À medida que vou me aproximando dos 40 anos, meu guarda-roupa vai mudando. Os vestidos curtos e justos dão lugar a outros, mais soltos e compridos, que disfarçam as imperfeições... Por outro lado, eu que aos vinte anos mal tinha coragem de usar uma blusa de alcinha por causa das saboneteiras, passei a gostar de decotes poderosos. Sinto-me mais feminina e bem resolvida do que no passado.
Engraçado como as mulheres querem desesperadamente ter um corpo de top-model, mas os homens parecem gostar mais de "ter onde pegar". Quando mostrei ao meu companheiro umas fotos minhas com dezenove anos, ele comentou: "nossa, como você era magra, que horror!"
Eu seria hipócrita se dissesse que não me preocupo com nada disso. Mesmo porque, se não me preocupasse, eu nem estaria escrevendo sobre o assunto agora. Mas penso que a auto-estima, a alegria de viver e uma personalidade agradável contribuem muito mais com a beleza do que estar no peso ideal.
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Fases
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Tempo de amar
Dezembro... há algo diferente no ar, as pessoas ficam mais alegres com o Natal que se aproxima. Os familiares chegam de longe, há sorrisos e abraços, as picuinhas do dia-a-dia ficam esquecidas. Nos sentimos mais generosos (será que é por causa do décimo-terceiro na conta?) e queremos fazer tudo que não fizemos no ano inteiro.
Nesta época fala-se muito em solidariedade, em ajudar o próximo, e isso é muito bonito. Afinal, existe coisa mais triste do que passar o Natal sem ter nem o que comer? Um pacote de arroz custa menos que dez reais, quase nada para quem doa, e para quem recebe faz uma diferença enorme.
Mas gostaria de convidá-los a ir além. Se uma cesta básica pode tornar melhor o Natal de alguém, ele pode ser inesquecível se junto com ela oferecermos algumas das pequenas alegrias às quais nós temos acesso. Um brinquedo ou uma roupa de boa qualidade, uma caixa de bombons, enfim, um presente dado com amor para uma pessoa que é igual a nós, exceto pelo fato de não ter tido as oportunidades que nós tivemos.
Houve um tempo em que eu me sentia sozinha e infeliz. Achava que os outros tinham tudo, e eu nada. Mas quando descobri o prazer de poder doar algo de mim, descobri também o quanto a minha vida é cheia de riqueza. Quando fazemos alguém sorrir, o que acontece é uma troca. A gratidão e o amor que recebemos de volta não tem preço!
Não nos esqueçamos do verdadeiro sentido do Natal, que é celebrar o nascimento de Jesus. Ele nos mostrou o caminho a seguir, ensinando-nos a amar o próximo como a nós mesmos.
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domingo, 18 de dezembro de 2011
A mãe tigre e outros bichos
Estive folheando o livro “O grito de guerra da mãe tigre”, da chinesa Amy Chua. Ela fala sobre a educação de suas duas filhas de acordo com os rígidos e tradicionais padrões orientais, em comparação com a liberdade total dos jovens dos Estados Unidos, e defende os bons resultados obtidos. Todo esse esforço resultou em duas moças obedientes, sensatas e perseverantes em seus propósitos, conscientes de que é o mérito – e não a sorte – que leva ao sucesso. Mas será que é tudo tão perfeito assim?
De certa forma, me identifiquei com várias passagens do livro. Sou filha de imigrantes europeus, e eu e minhas irmãs fomos educadas de acordo com padrões muito rígidos. Entre outras coisas, éramos obrigadas a almoçar e jantar com livros debaixo dos braços, para aprender a maneira correta de nos sentarmos à mesa. Ninguém podia começar a comer antes que todos estivessem servidos, ou sair da mesa antes que todos acabassem a refeição. Não era permitido dirigir a palavra às visitas, só podíamos falar com elas se nos perguntassem alguma coisa. Ainda me lembro de meu pai fazendo chamada oral sobre temas como William Shakespeare ou o Teorema de Pitágoras, muito antes de aprendermos na escola. Uma nota inferior a oito no boletim era considerada como nota vermelha, e motivo para diversos castigos. Quando completei doze anos, ele me disse: nesta casa quem não trabalha não come. E eu não descansei até conseguir um emprego.
Parece absurdo? Acreditem, na época a gente não conseguia ver nada de anormal nisso. Absurdo era o que os vizinhos faziam. Comer sentado no sofá, com a televisão ligada. Pedir permissão aos pais para faltar à aula, porque estava cansado. Falar palavrões. Dormir tarde. E acordar só quando tivesse vontade. Assistir novela ou qualquer programa de televisão que fosse “para adultos”. Isso nos deixava chocados. Verdade, éramos mesmo muito “caretas", porque nossa visão partia do princípio de que o normal era o que acontecia em nossa casa.
O lado bom disso é exatamente aquilo que a mãe chinesa expõe no livro. Minhas irmãs e eu desenvolvemos valores como o respeito, a honestidade e o amor ao trabalho. Mas deixamos a desejar em outros aspectos valorizados pela cultura moderna: a capacidade de dizer aquilo que pensamos sem medo de magoar, de reagir à altura quando alguém nos ofende. Falar de nossas qualidades soa como falta de educação. Mas existem situações – numa entrevista de emprego, por exemplo – em que isso é absolutamente necessário. E por mais esclarecidas, por mais experientes que nos tornemos, lá no fundo fica sempre a sensação de não ser boas o bastante, de estarmos sempre erradas aconteça o que acontecer.
Com meus filhos, procuro sempre o caminho do meio. Nem tão rígida quanto meus pais foram comigo, nem tão à-vontade como é de praxe hoje em dia. Eles precisam de limites e de valores sólidos, mas também de espaço para desenvolver a liderança e a assertividade. Precisam saber o seu valor e ter amor-próprio na medida certa, mas não podem achar que tudo lhes é devido ou que o mundo gira ao redor deles.
Também não posso dizer que o meu modelo de educação seja perfeito. Mesmo porque nem sempre consigo agir em conformidade com aquilo que penso. Por mais que nos esforcemos, a prática é sempre diferente da teoria. O equilíbrio é mais difícil de atingir do que parece. O tempo todo, erramos tentando acertar.
Mas o fundamental é que tudo isso seja feito com amor. Que ao invés de buscar o caminho mais fácil, nossas decisões sejam tomadas pensando no futuro de nossos filhos. Que neste mundo tão cheio de teorias, possamos transmitir para eles nossos valores, ainda que pareçam ultrapassados, e educar pelo exemplo. Porque a transformação do mundo começa dentro de casa.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Um pouquinho sobre inclusão social nas escolas
Muito se tem falado sobre a questão da inclusão social. No contexto escolar, um dos aspectos relevantes a serem levados em conta se refere aos professores e sua formação.Um professor capaz de promover práticas integradoras na escola deve ser, acima de tudo, um profissional empreendedor, que realmente acredite na educação e que esteja disposto a buscar respostas para suas indagações. Uma boa formação profissional não é adquirida somente durante um curso de graduação, mas no decorrer de toda a carreira docente. Todos os dias se faz necessário aprender algo novo, buscar alternativas para vencer as dificuldades, pesquisar novas maneiras de proporcionar aos alunos uma aprendizagem significativa de acordo com suas potencialidades, desenvolvendo e aprimorando meios para que o ambiente da sala de aula seja cada vez mais interessante e acolhedor para todos os que dela participam.

Trabalhar com alunos inclusivos requer muita habilidade, paciência e dedicação. Nem sempre as instâncias responsáveis ou a própria escola oferecem aos docentes recursos para que estes desempenhem com excelência esta tarefa tão importante e de imensa responsabilidade. Mas não se pode cruzar os braços perante a realidade, hoje, repleta de obstáculos. O professor não deve deixar de produzir algo positivo para a formação não apenas destes alunos, como também de todos os outros que, diretamente, participam da inclusão social juntamente com os colegas com necessidades educacionais especiais.
Independente das dificuldades individuais, estes alunos são dignos de todo o respeito e dedicação em relação à sua formação integral. Daí se faz necessário reforçar o importante papel do professor / educador neste contexto; o conhecimento científico aliado à prática docente e à criatividade são capazes de proporcionar contribuições valiosas para estes alunos.
Quando os professores realizam um trabalho realmente integrador é notável o desenvolvimento demonstrado pelos alunos ao longo do tempo, de acordo com o ritmo de cada um, bem como suas limitações naturais. O trabalho de socialização juntamente com estímulos adequados a alunos inclusivos promove diferenças marcantes no decorrer da vida escolar dos mesmos.
Cada "pequena / grande" conquista é um degrau digno ao qual eles tem todo o direito de galgar. …leia mais
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Escrito nas estrelas???
Não tenho a menor ideia de onde vêm essas teorias, nem o que a data de nascimento pode ter com a nossa personalidade. Mas é coincidência demais quando dizem que os sagitarianos como eu falam demais, vivem cometendo gafes homéricas por conta dessa mania de dizer tudo que pensam, adoram animais e viagens, detestam rotina.
Meu signo confirma também que sou péssima dona de casa, tenho habilidades artísticas e necessito de liberdade assim como do ar que respiro. Mas estou envolvida com um virginiano extremamente racional, exigente e organizado. Como é que isso pode dar certo? É que existe um ingrediente básico em qualquer relação: o respeito pelo espaço do outro. Qualidade que eu valorizo muito, principalmente depois de três escorpianos extremamente possessivos.
Meu filho aquariano está sempre à frente do nosso tempo, domina todas as novas tecnologias e é apaixonado pela ciência. Já o meu filho taurino é extremamente teimoso, adora uma boa mesa e tende ao excesso de peso, mas também é afetuoso e maduro para a idade.
Enfim, não levo nada disso ao pé da letra. Afinal, se fosse assim, todas as pessoas nascidas no mesmo mês seriam muito parecidas, o que não é o caso. Mas vale pela diversão...
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domingo, 27 de novembro de 2011
Primeiras leituras
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| Fonte: clique aqui |
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| Editora Contexto |
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| Fonte: site do autor |
Links interessantes:
Conheça um pouco mais sobre o trabalho do quadrinista Spacca neste blog http://jubiaba.blogspot.com/
Um exemplo do uso dos quadrinhos em sala de aula http://singrandohorizontes.wordpress.com/2009/03/07/historias-para-quem-esta-comecando/
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
O "mal estar" docente - uma visão geral
A charge apresentada demonstra claramente o estilo de educação praticada anteriormente, nos moldes tradicionais, no qual o professor era respeitado e conseguia fazer valer sua autoridade como tal. Em contrapartida, atualmente houve uma grande inversão de valores na sociedade, principalmente em relação à figura do professor. Hoje, o docente precisa lidar com um público totalmente diferenciado e distante dos moldes tradicionais, pois já não é visto, na maioria das vezes, como sujeito detentor de conhecimentos e habilidades a serem transmitidas e compartilhadas, mas como alguém que precisa estar sempre à mercê das vontades, mandos e desmandos desta sociedade, que encontra-se cada vez mais consumista e individualista, privilegiando muito mais o “ter” do que o “ser”. Exceções à parte, evidentemente. No caso das escolas particulares, o professor é visto como uma espécie de “empregado”, por assim dizer: se os pais estão “pagando”, tanto o aluno quanto a família se vêem no direito de cobrar por aquilo que consideram o mais correto, o mais justo, o mais adequado para suas necessidades, porém, muitas das vezes, sem razão alguma. E, na maioria das vezes, para não perder os alunos, mais e mais professores são obrigados a se submeter a essas “vontades, mandos e desmandos”, enfrentando situações constrangedoras e até mesmo humilhantes, muitas vezes sem o apoio dos próprios gestores.
Na educação pública, o mesmo problema é detectado, porém de forma diferenciada. As comunidades atendidas consideram a instituição escolar como uma verdadeira “tábua de salvação”, responsável muito mais pelo acolhimento social do que pela própria educação, delegando aos professores obrigações que a própria família deveria exercer como, pelo menos, o ensino aos filhos sobre noções de respeito, regras de convivência, relacionamento com as pessoas e aceitação das diferenças. Assim, a maioria das famílias atendidas negligenciam esta parte e, consequentemente, a escola tem recebido cada vez mais alunos despreparados para a convivência social, causadores de verdadeiros absurdos no âmbito escolar e principalmente fora dele. O professor, neste caso, precisa ensinar e também procurar aprender como “sobreviver” em um meio, muitas das vezes, realmente hostil.
O professor é um verdadeiro agente capaz de promover transformações nos sujeitos, através do conhecimento científico e das relações diárias de convivência. Porém, o que está acontecendo atualmente é uma crise nessa relação. O mal estar docente acontece muito mais do que se imagina e o professor não está tendo um tratamento digno, principalmente em relação às políticas educacionais postas e/ou impostas.
É preciso que o professor reaja a tudo isso de maneira corajosa e busque reverter tal situação, de forma a adquirir novamente autoconfiança e estímulo para exercer sua profissão. Não que esta seja uma tarefa fácil, simples, mas com certeza não é impossível de ser efetivada e não deve ser adiada, deixada para depois. O professor precisa estar sempre atualizado para saber como lidar com as adversidades e não deve desistir de aprender e de procurar conhecer melhor o perfil do aluno e da família contemporânea.
Comecemos o quanto antes a contribuir, de alguma forma, para a mudança dessa realidade.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
A Herdeira do Silêncio - Resenha
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